sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desigualdade Social

Bem, para começar entendo que pobreza nem sempre é financeira, é muito maior, é pobreza de cultura, falta de estudo, pobreza de visão das pessoas, necessidade de alguma política pública que os incentive, mostre-lhes o caminho, para que conheçam seus direitos e façam valer para que quebrem as “barreiras impostas no seu caminho de acesso a benefícios garantidos pelo Estado”, para que queiram realmente mudar e melhorar e não prefiram ficar dependentes de assistencialismos e paternalismos, na ilusão de benefícios imediatos, que tenham a visão de que vivem em uma sociedade e que é no coletivo que devem pensar, e que tenham conciência que se hoje receberem a mais que o necessário estarão prejudicando alguém que ficou sem o benefício, isto é também uma questão de justiça social, saber que temos os direito de ter um trabalho digno e que devemos lutar por isto, estudar, buscar o crescimento, não ser usado por políticos partidários, sermos livres e independentes para fazer nossas escolhas, saber que temos direitos e deveres, não é favor, ser cidadão, ganhar apenas o que precisamos ou o que merecemos, as pessoas precisam de informação para ter claro que fazemos parte de uma corrente e que se alguns tiverem demais outros terão de menos, e teremos uma desigualdade de condições, o que causa toda a questão social, conforme Iamamoto “o que se busca é construir uma cultura pública democrática, em que a sociedade tenha um papel questionador, propositivo, por meio do qual se possa partilhar poder e dividir responsabilidades”, entendo que o maior problema é a falta de conciência das pessoas e isto só se resolve com  uma educação política de qualidade, este tipo de pobreza é que gera a desigualdade, por não conhecerem seus direitos (cidadania) são automaticamente excluídos dos programas causando a grande desigualdade social, um exemplo de grupo identitário excluído na saúde pública são as pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde, enfrentam grandes dificuldades para acessar uma consulta ou exame, geralmente se tratam com profissionais desmotivados pelos baixos salário, estão desfrutando de um direito que já foi pago através dos impostos, estão exercendo sua cidadania, mas ainda está desigual se comparando a uma pequena parte da população que por ter condições financeiras pagam altos valores por um plano privado, isto porque no plano de saúde privado não enfrentam estas dificuldades, pagam e são bem atendidos, com profissionais bem remunerados e satisfeitos com seu trabalho, conforme Marshall “A cidadania é fundamentalmente um método de inclusão social, não é um sinônimo de democracia e não é um corpo visível e Material”.
Desculpem se me estendi, é que quanto mais reflito sobre este assunto, mais dúvidas e questionamentos surgem.  

REFERÊNCIAS:
IAMAMOTO, Marilda Vilela. O Serviço Social na Contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 8ª edição, São Paulo, Cortez, 2005.
MARSHALL, Thomas Humprey. Cidadania, Classe Social e Status. Rio de Janeiro: Zahar Editores,1967.

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